Sexta-feira, Julho 10, 2009
Quinta-feira, Julho 09, 2009
Domingo, Junho 14, 2009
RATOS NESTA QUARTA-FEIRA
O nome diz tudo: Travessa dos Poetas de Calçada!
Uma travessa do lado do Teatro Municipal que liga a Av. 13 de Maio à R. Senador Dantas.
Bem ali na esquina, a partir das 19:00.
Quinta-feira, Maio 28, 2009
RATOS NESTE SÁBADO
Depois de longa peregrinação pela Lapa na cata da toca,
eis que um irrecusável convite nos colabora.
(Quando na falta de aconchegante cachanga que nos abrigue, o RATOS DI VERSOS costuma acionar o RATOS de Laboratório como "plano B".)
E a próxima experiênc ia será justamente lá.
Onde? No Plano B.
O Plano B é uma lojinha na Lapa, aprofundada nos sulcos do vinil.
O RATOS DI VERSOS já lá estiveram e adoraram! Sábado subirão novamente! Vamo vamo??
Dia: 30/05/09 SÁBADO 21hs
Rua Francisco Muratori 2a - Lapa - Rio de Janeiro
do lado da esquina da Riachuelo com Gomes Freire
rua que sobe para Santa Teresa
Quarta-feira, Maio 27, 2009
Balanço dos 3 anos de Ratos di Versos - 17/05/2009
No sábado o RATOS DI VERSOS completou 3 anos de serviços públicos na casa da Lapa, nossa madame-madrugada. No dia seguinte escrevi uma resenha a respeito do andamento do evento, mas ainda bem que não a tornei pública. Um dia após o ocorrido ainda emocionalmente afetado, era impossível uma fria análise da situação, que nos leva a ver prós e contras. Ainda estava abalado pelos contras...
Cheguei lá no bar Bodega da Boa por volta das 19hs e já havia um público considerável. Fiquei contente, e depois é que alguém contou que a dona do bar havia marcado um chá de panela com feijoada completa no mesmo dia do RATOS. Até aí tudo bem, acho super instigante o exercício de transformação do público em platéia, porém...
Bom, o bar possui uma tal de Cash-Box ou
O público da poesia chegava aos poucos, no decorrer da noite, e as mesas já rareavam. Enquanto isso a festa era feita pela barulhenta caixinha do UmReal, tocando de O Rappa a Banda Calypso.
Ligou-se o microfone. Damasceno deu início à poesia, pedindo licença à caixa de música, tocou músicas de verdade, feitas ali, agradando aos roedores de queijo e os papa-feijoada. Nesse momento, o bar já se encontrava espacialmente segregado entre gregos e troianos que guerreavam por uma melhor distribuição de cadeiras. O violão parou e começava a poesia. Após uns dez minutos de poemas mal escutados(a balbúrdia no bar era muito grande), a moça casamentada, que era prima da dona do bar, e todo o seu grupo(maior do que o nosso público que ainda chegava) resolveram que gostariam muito de escutar música. Não música do violão daquele cara não, música da caixa de som, aquela que se coloca a nota, escolhe a música e ela grita.
Começava o debate dialético que se seguiu até que a galera do chá de panela levantou-se em motim pedindo música, e uma gordinha mais desinibida(o indivíduo, sempre o indivíduo), foi até a caixa mágica e colocou 2 reais e a música caiu como um deslizamento de barreira, soterrando a voz microfonada. Aí alguns ânimos pularam! Até que chegou-se ao ponto de não conseguirmos mais permanecer no ambiente. A hostilidade havia se instalado.
Quando desequipamos o bar do nosso material, percebi que a poetada já tinha se encostado no bar ao lado e, engasgada que estava, rasgava o verbo nos poemas no gogó para os desavisados que ali estavam. Então guardamos tudo e fomos para lá. Já lá, o atendente do bar aumentou o som da TV e não deu outra, alguém(olha o indivíduo) foi até o bar do outro lado da rua e convenceu o dono a hospedar um grupo de arruaceiros em prol da poesia. A idéia girou naquele ambiente, passava de boca a boca, uns diziam que podia até ligar o microfone, outro que a cerveja estava mais gelada, e assim assim fomos indo para o outro lado da rua, para um boteco apertado e de esquina. E ali comemoramos, e ali dissemos poemas e ali subimos na mesa e ali até o Maurição estava... Ficamos por ali...
Os amantes da poesia, os amigos RATOS DI VERSOS estavam ávidos por aquele encontro. Alguns com textos para experimentação, outros com poemas especiais para a ocasião, todos querendo ouvi-los. Isso levou os RATOS DI VERSOS ao terceiro boteco da noite, para lá trocarem o que queriam. Essa é que foi a parte pró, a parte boa de toda a cagada. A turma da poesia com força de reunião e espírito de não vamos parar. A poetada encaixou no boteco e a poesia...........encaixou com tudo, e veio no nosso encalço. Se ela falasse, agradeceria. Que assim seja sempre. Amém.
DuduPererê
Segunda-feira, Maio 18, 2009
Ratos di Versos - ano 3 - Olhares por Juju Hollanda
+ em : http://picasaweb.google.com.br/maysabritto/RatosDiVersos02#
e a pergunta que não quer calar: onde estava Marcelo Nietzsche???
Sexta-feira, Maio 15, 2009
| Se eu fosse um rato... |
Se eu fosse um rato eu me esconderia no lixo
Se eu fosse um rato eu não sentiria pena dos “humanos”
Se eu fosse um rato eu não pensaria
Se eu fosse um rato eu não sofreria
Se eu fosse um rato eu viveria sem ouvir os homens
Se eu fosse um rato eu não teria pesadelos dormindo e nem acordado
Mas, infelizmente eu sou um homem e tenho que conviver com os meus.
Eu sinto pena das pessoas que vivem pior que um rato
Eu sinto porque penso
Eu sofro porque ouço o que os homens dizem
Eu tenho pesadelos porque a humanidade é um pesadelo
Parabéns senhores ratos, vocês são o que são... E são: “FELIZES”.
Américo S. Rissato
É festa!
RATOS DI VERSOS de aniversário.
Ainda estamos engatinhando porém
para RATO 3 anos é idade boa, é mocidade!
Lugar: Bodega da Boa (Rua Gomes Freire, 602 Lapa)
Tempo: com chuva ou com sol as 20:30hs
Dia: Sábado-já 16/05
Que festival que foi o RATOS DI VERSOS na estréia da nova toca! Foi no sábado retrasado. Foi bacana! Os amigos bichos vieram todos para ver e aprovaram o novo reduto. Trata-se da “Bodega da Boa”, um boteco climatizado na Gomes Freire com saborosos quitutes e cerveja de garrafa gelada e a preço justo!
Que desbunde! A ratatada chegou mais tarde e naturalmente, quis sair mais tarde. Lá pelas tantas, os RATOS tontos de tanto, começamos a desequipar e preparar para o fim do evento, quando veio um bicho Coala perguntando por que já terminaria... Pensei: Bicho Coala que anda com Morcego amanhece com focinho de RATO e daí para começar a comer queijo é mole mole; mas explicando ao Coala amigo: -Só terminamos porque uma hora precisava terminar. Só teve fim aquela noite porque precisávamos começar a começar o evento de sábado agora, onde festejaremos 3 anos de múltiplorgia da palavra. Orgia no melhor sentido possível, que é o sentido sentido.
Quem esteve lá sábado, quem já curtiu em algum beco da Lapa, quem acompanha os trabalhos extraordinários do RATOS sabe o valor do peso da palavra usada. É coisa de só com as presenças mesmo para dar nas idéias.
A trama a priori é mínima e a tara pela palavra é total. Quando afirmo e defendo o RATOS como entidade Lapiana, como ser transcendental, como sensação e coisa não. É que convenço-me a cada dia que o RATOS não é poema, é poesia.
dudupererê
Quarta-feira, Maio 13, 2009
AGORA JÁ SÃO TRÊS ANOS
a chuva que vem da uva
o vinho que inunda veias
o sangue que avermelha a cara
a voz que se solta da boca
o riso que cruza o salão
e os ratos nisto tudo?
os ratos remam reluzindo
na rua o rastilho que rala
o reino dos astros de todos
sem rusga a ratoeira recolhe
e acolhe para mais um aniversário
(Sábado, dia 16, no bar Bodega da Boa. 20:00)
Quinta-feira, Abril 30, 2009
RATOS NO SÁBADO - 2 de Maio
Ratos Di Versos na ressaca do não trabalho -
é!
ontem foi o Dia do Trabalho
e hoje .... hoje ....
é dia de se esticar pelo Rio
tocar suas emoções pela Lapa
falar suas dicções pela Lapa
a Lapa de Zé Keti e Satanésio
Madame Satã e por que não?
e por que não?
a Lapa dos Ratos, dos Ratos sim
É! neste sábado pós trabalho
os Ratos Di Versos batendo o ponto
no barzinho da Rua Gomes Freire 602
(um bar de janelões azuis quase na R. do Resende)
Quarta-feira, Abril 29, 2009
Ratos no Cinema, por Tavinho Paes
aquele que vai comer o outro sabe
que o outro foi feito para que ele
fosse feliz
tivesse fome e paladar perfeitos
fizesse a cadeia alimentar
libertar seus prisioneiros
enquanto se sentisse eleito
para receber as dádivas
do deus dos desejos satisfeitos
o rato e o queijo
feitos um para o outro
encontrando-se num banquete
fazem dele uma festa
onde tudo que é servido presta
homenagens à sesta
embora um seja para o outro
uma fantasia
a refeição é como uma poesia
na qual o rato e o queijo
se amam num cinema
comendo pipocas
e vendo poemas...
Terça-feira, Abril 28, 2009
RATOS NÔMADES
Durante os incompletos 3 anos desse divertido trabalho, dessa bagunça feliz, pudemos entender a regra que a desordem traz.
... É curioso ver a platéia se transformar em palco. Ver uma oração aos deuses da Poesia, é inesquecível. É maravilhoso, de vez em quando, ver o microfone vazio............................................. ele lá no tripé..................... e de potência Catáldica............... esperando que alguém o toque................
“- Microfone Aberto!” já virou coro em quase todos os encontros de poetas do Rio, e no RATOS já está subentendido. Desde o começo até o fim é assim: microfone escancarado, arreganhado de tão aberto, isso sim essa religião prega demais. As atrações espaciais não são previamente anunciadas, primeiro porque são muitas, e também ninguém sabe quem poderá chegar. A ordem se faz na hora, até a fila surge -quando na empolgação do verbo, na astúcia do pensamento sagaz, no delírio da palavra, no momento after à sensação- o microfone se disputa. “Qualquer criança brinca qualquer criança se diverte!”, RATOS DI VERSOS é pop? Não sei.
Os RATOS agora estão em busca de nova toca. A idéia é lançar mão novamente do plano RATOS DE LABORATÓRIO, fazendo em diferentes locais antes de fixar residência, alugar um quarto ou arrendar uma quitinete. Que continue no Centro que é mais mão para todo mundo. Quem tem idéia de uma toca com a nossa cara? Verbologuem!
Dudu Pererê
Segunda-feira, Abril 13, 2009
Sábado, Abril 11, 2009
Quarta-feira, Abril 01, 2009
Ratos e gatinhas, gatos e ratazanas, essa semana tem a QUINTA-SIM da Lapa!
Quem não foi tem que ver,
quem já foi, ainda pode voltar a ser
RATOS DI VERSOS
há quase três anos escancarando palavras e microfones nos becos da Lapa.
LUGAR: Beco dos Carmelitas-Lapa(paralelo ao beco do rato)
DIA: 02/03/09 quinta-sim
HORA : a partir das 20:30hs
* Local de experiências, experimente.
"Antes do texto,
é imprescindível que a Poesia tenha desafiado e derrotado o escritor,
e depois ter sido vencida pelo poeta em um jogo de dardos e dados e gatos e ratos,
e como castigo, a Arte ter sido condenada a Estátua Mágica,
DuduPererê
Terça-feira, Março 31, 2009
RATOS Di VERSOS
No Blog: http://delecave.blogspot.com
Quinta-feira, Março 19, 2009
DIA: 19/03/09 QUINTA
TEMPO: com chuva ou com sol as 20:30hs
LUGAR: Beco dos Carmelitas(paralelo ao beco do rato)
Então venham para o de todos RATOS DI VERSOS.
Mas o que é?
RATOS DI VERSOS é espírito de estado, é um mundo de ver o modo, é Lapa.
É uma guitarra que avisa a performática que encenará a lua na rua. É todo mundo que chega e mais quem pode chegar.
É um caloroso show de calouros cheio de atrações espaciais.
É ordem na desordem da ordem para falar.
É o lugar que tudo pode?
RATOS DI VERSOS é o Coletivo. São dez dedos para tampar um furo. É o Poema Coletivo numa trepada grupal de palavras ambíguas. É o coletivo. É quem chega com instrumento aí fala e toca; é quem chega só para ver se toca e fala. Ele de novo, o Coletivo, a essência da vida é a essência do RATOS. Façamos nós.
Segunda-feira, Março 09, 2009
gracejos com os ratos di-versos*
bola aí
alguma coisa
pra depois
depois que eu vir
quem foi que pôs
o mel na cuia
Cuiabá
babaca ri
mas não à-toa
leva a leoa
daqui pra lá
vem e me dá
o que é meu
vem logo, Henri
e logo aqui
neste lugar
em que perdi
a tentação
de ter podido
ser teu irmão
me dá meu níquel
Henri não ri
do esquisito
da expressão
do fim do mundo
amplidão
do universo
a impostação
da voz não é tudo
porque o mudo
também fala...
Henri não ri
vê se tu cala
Rio, 04/01/2007
*durante reunião, na madrugada de 04/01/2007, com os Ratos Di-Versos, irreverente grupo de poesia que atua no Rio de Janeiro, na Lapa e no Humaitá, onde se deu o encontro.
Publicado no Recanto das Letras em 09/03/2007
http://www.recantodasletras.net/poesiassurrealistas/407191
Código do texto: T407191
Sexta-feira, Fevereiro 13, 2009
ANTOLOGIA DOS RATOS ESTÁ CHEGANDO
para Baudelaire
palavras navegam de um lado para o outro
esperando fazer sentido
ser razão
vozes sopram palavras nos ouvidos
palavras no lado esquerdo sinônimas
no direito invertidas
loucas, gaivota, dias, escuro,
noites, gélidas, frias, quentes, escaldantes....
palavras sofrimento
cegam
multiplicam-se
reverberam!
palavras são apenas coração nas minhas lágrimas.
Juju Hollanda
Quarta-feira, Fevereiro 11, 2009
É o Carnaval dos Poetas de Beco!!
"Cachaça Sim"
Esse carnaval eu vou beber
na beira da praia
vou cair na areia
mergulhar na água
para pescar sereia.
Até quarta feira eu quero
desfilar nos blocos
me afogar no álcool
eu não vim de carro
para que ninguém se meta
Vem saber como está o meu coração
Eu to amando,eu to amando,
eu to a mando do capeta!
Mais uma dose eu quero mais
mais uma dose de limão:
Tomo cachaça sim!
Tomo pra ficar ruim!
Tomava remédio se quisesse ficar bom.
Vou descansar quando morrer
não quero morrer de tédio:
Tomo cachaça sim!
Tomo pra ficar ruim!
Se quisesse ficar bom tava tomando era remédio.
Carnaval dos Poetas de Beco!!
Vamos empolgar os RATOS e transvestir a fantasia
No ôba ôba das marchinhas e de muita poesia!
Tragam instrumentos mesmo que não toquem!!
RATOS DI VERSOS é a gente que faz
Ú RATOS é nosso, a-há, u-hú!
Ú bloco é nosso, a-há! u-hú!
Sexta-feira, Fevereiro 06, 2009
Ratos pela NET...
Passou uma puta enquanto eu versava
Um travesti que andava lento também passou
Lapa, Beco das Carmelitas onde Bandeira morou
Exatamente ali, entre poetas e garrafas
Uma batida pura ,boa cachaça
Uma noite, um poema, um amor
Falávamos de tudo, musas e pitonisas
Repentes, Pessoa, Guimarães Rosa
Enquanto se abria a roda de prosa
Essas “moças da vida” cheirando à flor
Buscavam seu dia na noite chuvosa
Na indisfarçável companhia da dor
Quanta luz habita um poema
Quanto de sombra ele engendra
O que de fato argumenta
Até sair da voz do autor?
Falem poetas dos becos mal iluminados
Falem menestréis abençoados
Falem o que ninguém vê
Falem Flávio, Dalberto e Dudu Pererê
Que as esquinas da Lapa recolham este som
Para reverberar enquanto ecoa a tristeza das mariposas
Quando voam baixo, quase sem sonhar
Quando fazem da rua o seu altar
Onde depositam sua glória
Como se na passarela estivessem
Sabendo que ali nada irão conquistar
A não ser a espera de um ávido assovio ao passar
Falem da miséria ,da intolerância, da ganância
Falem da ralé, da hipocrisia , do desamor
Falem da sobrevivência, da resistência, das anuências
Falem até que o último gole verse um torpor
E enquanto elas passam tentando chamar a atenção
As palavras continuam a derramar-se na emoção
Poesia doce, erótica,anárquica ou bandida
Poemas pesados, falam de filhos abandonados em vão
A fumaça maciça dos cigarros
Transforma o bar simples
Em um pub londrino
Com pandeiros e blues peregrino e o tom aumenta
E a fantasia se alimenta
Para preencher mais uma quinta-feira
Onde os amigos se encontram
E as borboletas sem asas despontam sem que possam voar...
Lar doce bar,
E é na Lapa que o meu peito está,
Lar doce bar,
São doces ratos que buscam a noite para poetar...
EM:
http://www.overmundo.com.br
Quarta-feira, Fevereiro 04, 2009
E quinta tem o aglomerado que já é tradicional.
Se lagarta emborboleta
Girino vira sapo
Areia vira copo
Esse aglomerado pode virar bloco!!
o RATOS DI VERSOS
é nessa quinta-sim
vamos brincar no butiquim.
dia:05/02/09 QUINTA-SIM
lugar: Beco dos Carmelitas, Lapa(paralelo ao Beco do Rato)
tempo: a partir das 20:30hs
Segunda-feira, Janeiro 19, 2009
ANTOLOGIA DOS RATOS ESTÁ CHEGANDO
Chorarei chorarei chorarei
E quando um oceano de lágrimas se formar
Velejarei
Até o porto inseguro
De um outro amor
Daniel Soares





